sobre estar sozinho
hoje acabou uma vida.
estranho.
liberdade?
às vezes eu preferia só estar um ser/um tanto estranho.
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Fé
Senhorita, sei que não sou desconhecido para você.
Por muito tempo te observei em segredo.
Mas agora parei de me esconder.
Eu sei que é chegada a hora.
Antes de conhecê-la, eu nunca havia me apaixonado.
Eu odeio o efêmero.
Conheço bem a vida.
Eu sei que todos traem a todos.
Mas nós seremos diferentes.
Nunca nos deixaremos,
nem por uma hora sequer.
Não tenho trabalho. Não possuo obrigações na vida.
Minha única preocupação será você.
Eu compreendo…
Eu sei que é tudo muito repentino para que aceite de imediato.
E que antes você deve cortar os laços efêmeros com pessoas efêmeras.
Eu sou definitivo.
Sou muito feliz
[Como diria Roberto, a vida aqui na terra tem um outro sentido]
PS. Welcome back! Roubando textos e beijos do Truffaut.
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Força Estranha
Faz muito, mas muito tempo já, que eu tenho o costume de andar pela rua cantando. Adoro poder ir de bicicleta pra usp porque eu posso cantar bem alto e ninguém no trânsito vai me ouvir. Adoro gritar quando eu passo por dentro de um túnel (de carro). Adoro me encontrar sozinho no elevador e berrar a plenos pulmões (e fingir que nada aconteceu na hora em que entra alguém). Enfim, a função terapêutica do canto urbano libera mais endorfina nas minhas veias que uma hora de natação.
Fato é que não existe melhor coisa a se fazer do que cantar quando:
a) você está sussa
b) você está eufórico
c) você está deprê
d) você acabou de ter um dia estressante pra caralho, e vai ter que pegar um maldito ônibus lotado
e) você está amando (o que significa todas as anteriores)
Vamos tomar como exemplo “Yeah Yeah Yeah Song”, dos Flaming Lips. Não tem como ouvir essa música e não ficar com vontade de bater o pé e começar a acompanhar a letra. O nível de energia vai aumentando, e o que no começo eram múrmurios acabam virando fonemas bem articulados. Nessa hora, você começa a perceber os olhares (tortos). Depois disso, das duas uma: ou você volta pro murmúrio e garante o contato visual com as pessoas que te rodeiam (isto depende do nível de beleza do povo… ou da solidão), ou vc faz o autista e continua cantando como se estivesse sozinho no chuveiro do seu apartamente.
E é lógico que eu sempre escolho a segunda opção. Dizem que sou louco, mais louco é quem me diz.
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I’m only sleeping
Pra que serve um blog? Porque até hoje eu não consegui escrever algo realmente pessoal aqui?
Ontem encontrei um amigo na hora do almoço. Estávamos vendo blogs de amigos quando eu disse pra ele que eu tinha um espaço pra escrever coisas na web. Ele foi dar uma olhada e viu que só tinha coisa sobre cinema escrita no meu blog.
Mas daí eu me pergunto: Como falar de coisas estritamente pessoais em público? Tenho uma outra amiga que demorou 6 meses pra dizer pros amigos que ela tinha um desses. Agora, junto com o Paralaxe (porque o Barion escreve bem) e o do Rafael Gomes (pois apesar de ele não me conhecer, acho que ele escreve as coisas que eu quero ler-ouvir nos dias que as devo fazê-las), o No Mundo Liquido é meu blog preferido.
Não que eu tenha um interesse especial na vida dela (pois nem conheço a maioria dos personagens das suas histórias), mas o que ela escreve é tão intímo, tão dela que isso faz com que eu sinta que ela tá contando essas coisas no meu ouvido. E como ela tem uma tendência mãe que eu adoro…
Mas voltando à exigência do meu amigo, eu não sei nem como começar isso. Dizer o quê? Se todo mundo já sabe da minha vida (tanto que deve ser por essa minha tendência livro aberto que eu levo de brinde a fama boca-solta). Bom, eu desisto. Nesse post não vai sair nada dessa seara. Enquanto isso, vou fazendo coro com a Gisele, de Encantada.
How does she know you love her?
How does she know she’s yours?
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Oscar
Gente, essa talvez tenha sido a OScar Season mais chata de todos os tempos. Tudo bem que eu gosto do PTA, gosto dos Coen, gosto do Joe Wright, mas nesse ano nenhum dos filmes são realmente apaixonantes. Não que a lógica do feijão-com-arroz impere aqui, mas sabe quando tá faltando sal na comida???
Sorte minha que foi a primeira vez que eu vi o Oscar rodeados de amigos que realmente gostam da cerimônia (né, Marco), o que significa que até uma festa chata e previsível como foi a desse ano rendeu alguns bons momentos de diversão.
Já que eu não me organizei pra deixar minhas apostas aqui (mas fui eu que ganhei o bolão de ontem! 15 acertos!!!), aqui vai alguns comentários rápidos:
- Javier Bardem = performance mais super-estimada do ano.
- Tudo bem que eu fiquei enchendo a bola do filme sem ter visto, mas Bússola de Ouro me parece um filme tão simpático que eu gostei que Transformers se deu mal em tudo que entrou (e o Kevin perdeu pela 20ª vez! haha)
- Como assim a Colen Atwood perdeu figurino? Ainda com os figurinos do filme do Tim Burton? E desde quando Holywood gosta de concorrência (no caso, Bollywood)?
- O cara do Oscar Honrário pode ser um velho chato e eu não tave nem aí pro que ele disse, mas ele fez um monte de filme legais (né, Hitch).
- Gente, não é que a Diablo Cody é gente como a gente?? A gente pode até considerá-la uma garota normal, mesmo com o vestido de oncinha…
- As indicações mais justas esse ano eram pra categoria de fotografia. Qualquer um que ganhasse ali era merecido. Pena que eu não vi a maioria dos filmes dessa categoria…
- O Ethan Coen fez o melhor discurso da noite (e ainda por cima, é lindo e charmoso!!!)
- Será que sou só eu que acho a Trilha Sonora de Atonement insuportável?? Ela não deixa o filme respirar!!
- Porque mudaram a apresentação da categoria de roteiro?? Ano passado umas das coisas mais legais foi aquela coisa de mostrar como estava escrito e depois como ficou na filmagem. Será que a AMPAS quis mostrar fotinhas dos roteiristas pra mostrar pra eles no final das contas, eles tem alguma importância enquanto gente??
- Ruby Dee não ganhou por um tapa na cara. Que bom!
- Achei todas as canções desse ano um porre! Mas deu uma saudadezinha dos velhos tempos de números cafonas e grandiosos no Oscar quando as músicas do Encantada rolaram (mas até esses eu achei limpinhos e elegantes wannabe).
- E o pior filme estrangeiro ganhou! A categoria mais idiota do ano.
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Atraso
Ai ai
Se a semana passada foi uma espécie de período sabático, uma última chance pra fazer as coisas boas da vida; a que está terminando, foi puro trabalho (ou preparação de).
Acabou que eu não consegui ver nenhum filme. E das coisas novas que eu baixei, não consegui ouvir nada direito (ainda quero me deter no “cover combo” da Cat Power). Além disso, preguiça master em continuar minha pesquisa pra achar a música perfeita para um momento de “amor” dentro do nosso vasto cancioneiro popular (leia-se brega).
Pra não passar batido, deixo o link de um vídeo de uma cena que me marcou nos últimos filmes que vi (ainda quero um dia ter a coragem de parar meu filme e cantar minha música preferida!)
PS. Prometo que na segunda eu posto aqui comentários dos filmes que andei vendo nesses dias.
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Oscar Predix
Não sei porquê, mas desde adolescente que o Oscar impõe um certo magnetismo em mim. Tudo bem que naquela época eu só assistia filme americano mesmo, e, (assim como no carnaval), só o fato de ter meus favoritos já me garantia diversão nessas festas chatas.
Acho que foi no ano passado (ano em que fiquei o mês inteiro ilhado em um vilarejo no interior do MS) que eu comecei a acompanhar seriamente a chamada Oscar Season. Todo esse período entre novembro e fevereiro, desde quando começa o buzz pelas indicações até a cerimônia de entrega dos prêmios, deixa um monte de gente em polvorosa. Gente que acompanha a Oscar Season mais que brasileiro acompanha novela e que escrevem posts divertidos sobre o comportamento da AMPAS como se os membros da academia fossem ratinhos de laboratório.
Bom, deixando o behavorismo de lado, eu também quero entrar no clubinho dos apostadores do Oscar. No entanto, como eu sou novo no pedaço, só vou me arriscar nos chamados big eight (+ fotografia, porque é um prêmio que eu gosto e apostar nessa categoria é mais uma coisa de gosto do que de previsão). Aqui vão minhas apostas.
FILME
Atonement
Into the Wild
Michael Clayton
No Country for Old Men
There Will Be Blood
DIRETOR
Tony Gilroy (Michael Clayton)
Julian Schnabel (The Diving Bell and the Buterfly
Sean Penn (Into the Wild)
Irmãos Coens (No Country for Old Men)
P. T. Anderson (There Will Be Blood)
ATOR
George Clooney (Michael Clayton)
Daniel Day Lewis (There Will Be Blood)
Viggo Mortensen (Sweeney Todd)
Emile Hirsch (Into the Wild)
Johnny Depp (Sweeney Todd)
ATRIZ
Cate Blanchett (Elizabeth: The Golden Age)
Julie Christie (Away From Her)
Marion Cotillard (La Vie en Rose)
Laura Linney (The Savages)
Ellen Page (Juno)
ATOR COADJUVANTE
Casey Affleck (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford)
Javier Bardem (No Country for Old Men)
Paul Dano (There Will Be Blood)
Hal Holbrook (Into the Wild)
Tom Wilkinson (Michael Clayton)
ATRIZ COADJUVANTE
Cate Blanchett (I’m Not There)
Catherine Keener (Into the Wild)
Saoirse Ronan (Atonement)
Amy Ryan (Gone Baby Gone)
Tilda Swinton (Michael Clayton)
ROTEIRO ORIGINAL
Before the Devil Knows You’re Dead
Juno
Michael Clayton
Ratatouille
The Savages
ROTEIRO ADAPTADO
The Diving Bell and the Buterfly
Into the Wild
No Country for Old Men
There Will Be Blood
Atonement
ANIMAÇÃO
Simpsons, The Movie
Persepolis
Ratatouille
FOTOGRAFIA
The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
Atonement
Lust, Caution
No Country for Old Men
There Will Be Blood
FILME ESTRANGEIRO
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (Brasil), Cao Hamburger
The Counterfeiters (Áustria), Stefan Ruzowitzky
A Era da Inocência (Canadá), Denys Arcand
12 (Rússia), Nikita Mikhalkov
Katyn (Polônia), de Andrzej Wajda
PS. Coloquei filme estrangeiro também. Depois que a lista dos 9 foi liberado, não deu pra segurar o comichão de fazer a previsão de que o filme do Cao vai entrar na lista dos indicados a melhor estrangeiro.
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Começo
E quando será que 2008 vai começar?
Será que é depois do carnaval? Ou depois que minha aulas começarem? Eu ele já está acontecendo eu eu não me dei conta disso?
Na verdade, o que não devo estar sabendo é lidar com as espectativas que eu trago pra esse ano de2008. Tá, eu sou uma pessoa que gosto e sempre me senti confortável com o estado cambiante e fluido das coisas, mas esse ano é o ano de parar e respirar, certo?
2007 particularmente não foi um ano feliz e 2008 chega pra ser um black mirror de tudo o que o ano anterior foi. Isto se traduz (entre outras coisas): livrar-se de todo processo que tenha tido alguma significância no ano anterior, mesmo que tenha sido bom pra mim.
Repetindo: o começo é a hora de dar tchau.
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